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5 pontos para entender como as novas gerações se relacionam com a música

Postado por: on 5 de agosto de 2019


O Spotify divulgou recentemente um estudo sobre as tendências globais de comportamento das gerações Z e Y (millennials), correlacionando a dados e a forma como essas gerações usam sua plataforma de streaming.

E por que você precisa saber disso?

Toda nova geração que surge exibe formas de pensar, agir e consumir únicas, que muitas vezes traduzem nas suas próprias compreensões de mundo e a forma como se relacionam com a sociedade.

Se você não estiver ligado nisso, não vai conseguir estabelecer uma conexão verdadeira com esse público, e consequentemente, não será lembrado ou seguido.

Os valores e ideais da sua marca precisam ser não só verdadeiros, mas também gerar identificação com as novas gerações, de forma a atrair seguidores fiéis.

Um dos pontos fortes da geração Y (25 a 39 anos) e, sobretudo, da geração Z (15 a 24 anos) é a forma como querem estabelecer relações em nível emocional com marcas/artistas e cobram deles, acima de tudo, transparência, propósito e posicionamento.

Em resumo, ache um propósito, estabeleça uma conversa, posicione-se e conecte-se.

A notícia boa é que eu fiz o trabalho sujo de ler esse PDF de cabo a rabo e trazer mastigado em cinco tópicos para você absorver em uma leitura relativamente rápida (para quem quiser conferir o estudo completo, só baixar aqui). E de quebra, pode ir escutando a playlist especial do Spotify com as músicas que estão definindo as gerações atuais do mundo inteiro:

1. A nova geração de jovens está cada vez mais intercultural e transnacional

Hoje, temos acesso instantâneo e abundante a culturas, crenças, causas sociais, modas, ideais de qualquer parte do globo. E por isso, a gente consegue criar nossas próprias comunidades, cada vez mais nichadas e específicas, desenvolvendo microculturas.

Na música, isso significa que o reggaeton, o funk carioca, o hip hop não são mais gêneros exclusivos a quem está em seu país de origem. A música é mais do que nunca universal e fomenta a criação de tribos de pessoas completamente distintas em nacionalidades, culturas e etnias.

Dados:

– 53% dos entrevistados se identificam mais como cidadãos do mundo do que nacionais em relação aos seus países.

– 78% dos representantes das gerações millennial e Z afirmam que a música permite a conexão entre pessoas e com outras culturas.

2. Tudo que consumimos na nossa vida digital tem influência direta em nossos desejos e necessidades

O nosso feed do Instagram ou qualquer rede social costuma ser a soma de todos os nossos gostos, interesses e desejos. E tudo isso influencia, indiretamente e às vezes inconscientemente, no seu padrão de consumo.

E por causa da grande quantidade de coisas que você segue nas redes sociais, e pelo fato de qualquer pessoa/marca ter voz, é muito difícil identificar os influenciadores digitais. Não há protagonismo de um grupo definido — como celebridades, influenciadores digitais, marcas ou políticos.

Dados:

– 72% dos participantes afirmam que as novas descobertas os deixam mais felizes; 66% afirmam que se sentem mais energizados.

– 66% dos representantes das novas gerações acreditam que as marcas (isso inclui artistas) têm o poder de criar comunidades baseadas em interesses e paixões comuns.

3. A nova geração se preocupa mais com o futuro e exige posicionamento

Cada vez mais as novas gerações se mostram engajadas, conscientes e ativas relativas a temas críticos da nossa sociedade, como política, causas sociais e direitos humanos.

Apesar de termos muito a evoluir na forma como conduzimos esses debates, no geral, isso gera um sentimento coletivo muito presente de que “temos que melhorar para garantir um futuro melhor”.

Isso significa que as marcas/artistas precisam e devem se posicionar e exercer um papel significativo para contribuir ao desenvolvimento da humanidade. Citando a cantora pop Alessia Cara: “Percebemos que falta liderança entre aqueles que estão no poder e, por isso, muitos de nós [artistas/celebridades] se propuseram a tomar seus lugares”.

Dados:

– 75% dos representantes da nova geração afirmam que as marcas/artistas precisam promover valores mais progressistas e assumir papéis mais relevantes na sociedade.

– Quando perguntados a respeito de quais ideais as marcas deveriam abraçar e transmitir em suas mensagens, os mais citados foram igualdade, responsabilidade social e honestidade.

4. A nova geração está mais melancólica do que nunca, e isso está sendo representado nas músicas

A melancolia é o sentimento predominante entre os jovens hoje. E a depressão é mais comum do que parece — todos sofremos ou sofreremos em algum momento da vida.

Se na década passada era tabu falar sobre, hoje esses sentimentos de solidão e tristeza estão presentes nas letras das músicas de Drake, Billie Eilish, Post Malone e Ariana Grande. E se hoje o estilo de vida saudável fitness é a grande onda, nos próximos anos a saúde mental vai ganhar tanta ou maior importância quanto.

Isso tudo é resultado dos anos tóxicos de redes sociais, ao angustiar e deprimir jovens de todo mundo com falsas realidades e pressioná-los a viver em função do status e da aprovação dos outros.

Dados:

– 73% das gerações millennial e Z afirmam que, com frequência, preferem ficar em casa e dormir em vez de sair.

– 74% dos jovens brasileiros acreditam que as marcas devem oferecer apoio moral e mostrar que entendem pelo o que seus consumidores estão passando.

5. O áudio está cada vez mais onipresente em nossas vidas

Nos últimos anos tivemos uma verdadeira revolução no modo de consumir áudio. As plataformas de streaming em diversos aparelhos, incluindo os portáteis, aliadas ao wi-fi/bluetooth, fizeram com que tivéssemos acesso a música “anywhere and anytime”.

Com isso, é importante estarmos cientes de que a música tem o poder de se manifestar nos diversos momentos do nossos dias e das nossas vidas, quase que funcionando como uma trilha sonora para cada momento.

Dados:

– 90% das pessoas das gerações millennial e Z possuem fone de ouvido, e 49% possuem speakers portáteis.

– 55% acreditam que há muita estimulação visual e acham o áudio uma boa saída.

 

Fonte: PHOUSE/ * Matheus Tavares assina a coluna sobre mercado, marketing e música eletrônica na Phouse.


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